O Hotel Tokyo Llove é uma exibição criada para a Semana de Design de Tokyo 2010, foi criado o Hotel temporário Llove. A criação do hotel foi uma maneira de comemorar os 400 anos da troca cultural entre Japão e Holanda. Era possível, inclusive, reservar os quartos para passar a noite. A exibição terminou em novembro de 2010. São 14 quartos, mais recepção, café e loja. O hotel se localizou no centro de Daikanyama, em Tokyo.

Tokyo Llove Hotel - Chaves para os quartos individuais, 2010, Jo Nagasaka

O conceito foi criado por Suzanne Oxenaar, Diretora Artística do LLOYD HOTEL & Cultural Embassy em Amsterdam. Ela morou por um tempo no Japão e conhecia o conceito dos "Hotéis do Amor" japoneses, que são estabelecimentos bastante semelhantes aos motéis. Ficou fascinada com a idéia de "escolher um quarto de acordo com o humor". Ela pediu, então, ao arquiteto Jo Nagasaka, do estúdio Schemata, para colaborar com o projeto.

Tokyo Llove Hotel - Mesa de recepção, 2010, Jo Nagasaka

Tokyo Llove Hotel - Café, 2010

Tokyo Llove Hotel, Jardins 2010

Tokyo Llove Hotel - Café da Manhã, 2010

Tokyo Llove Hotel - Café da Manhã, 2010


Quarto 301 - Little Big Room
Designer: Hideyuki Nakayama
A idéia era fazer uma réplica de um quarto estilo japonês velho e abandonado, mas maior, e em seguida espremê-lo para que retornasse ao tamanho original.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 301, por Hideyuki Nakayama

Tokyo Llove Hotel - Quarto 301, por Hideyuki Nakayama

Quarto 302 - Buried
Designer: Yuko Nagayama
A designer transformou o seu quarto em um mar de seixos, mobiliado com plantas, com o objetivo de esconder os limites entre o interno e o externo.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 302, por Yuko Nagayama

Tokyo Llove Hotel - Quarto 302, por Yuko Nagayama

Tokyo Llove Hotel - Quarto 302, por Yuko Nagayama

Quarto 303 - Rotating Bed
Designer: Jo Nagasaka
Jo Nagasaka projetou um quarto no qual montou a cama sobre engrenagens, como um relógio. Ele também removeu o papel das portas corrediças, deixando apenas a estrutura.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 303, Jo Nagasaka

Tokyo Llove Hotel - Quarto 303, Jo Nagasaka

Tokyo Llove Hotel - Quarto 303, Jo Nagasaka

Quarto 304 - Pond
Designer: Ryuji Nakamara
Ele criou uma supefície de água, com linhas de pesca que correm de uma parede a outra, a uma altura de 50cm acima do nível do chão. Na cama, olhando para o teto de linhas, era possível ter um sentmento de estar debaixo d'água.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 304, Ryuji Nakamura

Tokyo Llove Hotel - Quarto 304, Ryuji Nakamura

Tokyo Llove Hotel - Quarto 304, Ryuji Nakamura

Quarto 305 - Fertility
Designer: Joep Van Lieshout
Este ambiente tenta relembrar o primeiro lar de todos, o útero.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 305, Joep Van Lieshout

Tokyo Llove Hotel - Quarto 305, Joep Van Lieshout

Quarto 306 - Re-creation
Designer: Stefan Scholten e Carole Baijings
Os designers pintaram os tatamis do quarto 306 de branco. As paredes apresentam ilustrações em rosa nas paredes, muito populares com os visitantes japoneses. O foco está na fertilidade, "porque e se vocês é solteiro e quer ter um filho? Ou é um casal feliz com dificulades para engravidar", disseram os designers.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 306, Stefan Scholten e Carole Baijings

Tokyo Llove Hotel - Quarto 306, Stefan Scholten e Carole Baijings

Tokyo Llove Hotel - Quarto 306, Stefan Scholten e Carole Baijings

Quarto 307 - Layers
Designer: Richard Hutten
O "papel de parede" do quarto 307 é composto por diversos tipos de fitas, compondo camadas. Uma pilha de colchões foi posicionada no centro do quarto, inspirado pelo conto de fadas da Princesa e a Ervilha.
" A história conta sobre um príncipe que queria casar-se com uma princesa, mas não conseguia encontrar uma pretendente adequada. Não conseguia identificar se elas eram realmente princesas. Em uma noite tempestuosa, uma jovem mulher, encharcada da chuva, procura abrigo no castelo do príncipe, alegando ser uma princesa. A mãe do príncipe decide testar se a história da jovem era verdadeira. Ela coloca uma ervilha na cama que oferecem à princesa, coberta com 20 colchões e mais 20 colchões de penas. Na manhã seguinte, a princesa conta como aguentou uma noite sem sono, devido a algo duro na cama que lhe machucara e a impedira de dormir. O príncipe se alegra, pois apenas uma verdadeira princesa teria a sensibilidade de perceber uma ervilha na cama, e os dois se casam."
A pilha de colchões serve não só para dormir e descansar, mas também como mesa e como armário, armazenando objetos entre as camadas de colchões.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 307, Richard Hutten

Tokyo Llove Hotel - Quarto 307, Richard Hutten

Quarto 308 - In Llove
Designer: Pieke Bergmans
Este quarto representa um ninho de amor, com um colchão de 8 metros que se curva uma onda. É preciso engatinhar sob o colchão para alcançar o outro lado. A luzes e mangueiras são emaranhadas, mais uma vez focando no amor.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 308, Pieke Bergmans

Tokyo Llove Hotel - Quarto 308, Pieke Bergmans

Quarto 309 a 314
Designer: Time de criação Llove e Jo Nagasaka
Os últimos 6 quartos foram criados em pares. Os clientes podem sentir uma conexão sem relação sob os mecanismos sutis destes quartos. Cada conjunto tem seu próprio tema: equívoco, substituição e má interpretação.

Tokyo Llove Hotel - Quarto 314, Jo Nagasaka e Time de Criação Llove Hotel

Tokyo Llove Hotel - Quarto 314, Jo Nagasaka e Time de Criação Llove Hotel
O designer japonês Naoto Fukasawa projetou para a Onao uma coleção de produtos feitos com um novo tipo de papel produzido pela empresa: o "naoran". É feita de polpa de madeira e poliolefina, através do método de manufatura do washi, o tradicional papel japonês. É um papel macio, flexível, forte e resistente à água.

Naoto Fukasawa - Siwa Vertical Flat Bag, 2009

Fukasawa desenvolveu uma série de produtos que podem ser usados no dia-a-dia, atualizando a imagem da empresa para uma mais moderna. A série foi chamada de Siwa, que significa rugas, em japonês. Também pode ser lido como washi ao contrário. Os produtos incluem sacolas (que suportam pesos de até 10kg), cestas, caixas, envelopes e capas de livros ou cadernos.

Naoto Fukasawa - Siwa Boxes, 2009

Naoto Fukasawa - Siwa Woven Deep Box, 2009
Naoto Fukasawa - Siwa Envelope, 2009

Naoto Fukasawa, Siwa series, 2009

Recentemente, Fukasawa criou uma série de chapéus feitos de naoran. O papel lembra o couro com sua textura enrugada. A cor e a estética dos produtos enganam os olhos, fazendo o leigo acreditar que não é um chapéu feito totalmente de papel. É o resultado de um material leve, forte e durável.

Naoto Fukasawa - Siwa Hat Collection - Tyrolean Hat, 2010

Naoto Fukasawa - Siwa Hat Collection - Hat, 2010

Naoto Fukasawa - Siwa Hat Collection - Ivy Cap, 2010 2

Naoto Fukasawa - Siwa Hat Collection - Tyrolean Hat, 2010

Fonte: designboom
Haroshi é um escultor de madeira japonês especializado em criar peças de arte tridimensionais utilizando pranchas quebradas de skate. As pranchas de skate variam muito em tamanho e estrutura, dependendo da fábrica, modelo ou marca. Ao criar suas esculturas, Haroshi seleciona individualmente prancha por prancha entre as milhares que estão estocadas em seu estúdio. As pranchas são empilhadas, cortadas e esculpidas em suas formas. Em seguida são pintadas e polidas, para alcançar esse aspecto suave. As criações de Haroshi variam entre mosaico, pontos e pixels, onde cada elemento é cortado em formas diferentes ou mantém sua forma original e é conectado em estilos diferentes.


Haroshi - Screaming my hand, 2010

Haroshi - Screaming my hand, 2010

Um detalhe artístico das peças de Haroshi, apesar de não poder ser visto pelo observador, é a alma de cada obra. Durante a construção, cada escultura recebe uma "alma", simbolizada por alguma peça de metal de skate quebrada, colocada no interior da peça. A prática é baseada no escultor de Budas japoneses do século XII, Unkei, que costumava incluir uma bola de cristal dentro de suas esculturas como suas "almas".

Haroshi - Screaming my foot, 2010

Haroshi começou a se interessar por skate quando adolescente e é apaixonado até os dias de hoje. Ele conhece claramente todas as peças que compõem um skate e se sente relutante em jogar as peças fora, além de coletar seguidamente pranchas quebradas. Ele as coloca em bom uso com sua "reciclagem artística". Para Haroshi, suas peças de arte são como os skates, são a sua vida. São a sua comunicação consigo mesmo e com o mundo externo.

Haroshi - Mad skull, 2009

Haroshi - Love, 2010


Mais informações:
haroshi.com
designboom
Cochae é um trio de designers gráficos japoneses que projeta papéis para origami e instruções de dobras. Foi fundado por Yosuke Jikuhara, Miki Takeda e Yasuo Mitsumori, todos da prefeitura de Okayama, em 2003.


Cochae - Free Paper, o primeiro trabalho feito pelo grupo Cochae

O nome "Cochae" vem de uma música tradicional de Okayama, chamada Kochae-bushi.
Kochae é uma gíria popularizada entre as décadas de 1830 e 1840, com múltiplos siginificados, como venha ou é ótimo aqui. Também significa boas vindas aos "novatos", ou àqueles que vem pela primeira vez.

Cochae - Orimato

O trio fez uma releitura das bonecas russas matryoschka como uma família de origami. O design foi projetado para que seja possível dobrar os rostos das bonecas e guardar todos os membros da família dentro da mãe.

Cochae - Collage

A série Collage é mais antiga, e foi feita a partir de revistas velhas que formam "paper golens". É uma mistura de um meio altamente geométrico, o origami, com a qualidade crua das fotografias, em que uma folha de papel se transforma em um objeto de arte.

Cochae - Koten

A série Koten é uma combinação da antiga arte do origami com os tradicionais padrões ukiyo-e. É uma homenagem do troi Cochae ao origami ilustrado do período Taisho, conhecido como orgiami chieno.

Cochae - Funny Face Origami

Misturando a natureza diversa da arte de dobrar papel com o campo do design gráfico, este origami pode ser dobrado de diversas maneiras para formar uma variedade de faces. Não há maneira errado de dobrá-lo, logo as possibilidades são infinitas.

Cochae - Naked, da série Collage

Cochae - Kokeshi

Cochae - Hello Kitty's Hide & Seek

Confira uma entrevista feita com o grupo pela Ping Mag: Entrevista
Fonte: designboom
A Carton Furniture Series (CFS) foi criada originalmente como parte de um projeto voltado para a criação de móveis de papel, em 1965, por Riki Watanabe. Tem sido reproduzida pelo Metropolitan Gallery (METROCS), em Tóquio, desde 2006. A série inclui três produtos: Kids Set, High Stool e Low Stool. Os móveis são feitos de papelão dobrado, sem adesivos, pregos ou parafusos. Os bancos são fortes o suficiente para suportar o peso da maioria dos adultos e todas as peças são recicláveis.

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Kids Set, 1965

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Kids Set, 1965

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Kids Set, 1965

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Kids Set, 1965

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Kids Set, 1965

O Kids Set é constituído de uma mesa e dois bancos, que se encaixam perfeitamente embaixo da mesma, não ocupando espaço quando não estiver sendo utilizada. É produzida em quatro cores: branco, azul, laranja e amarelo, desde 2009. O conjunto recebeu o prêmio Mainichi Industrial Design Prize, em 1967.

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, High Stool, 1965

Quando os bancos altos (High Stool) foram lançados, diziam que quatro deles conseguiam suportar o peso de um elefante. Além de ser usado como banco, também funciona como peça decorativa e como blocos de montar para crianças, tornando o produto muito popular em jardins de infância. Está disponível nas mesmas quatro cores dos Kids Set, além de poder ter as peças misturadas.

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, High Stool, 1965

Os bancos ainda possuem uma versão mais baixa, que também é produzida em diversas cores.
Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Low Stool, 1965

Riki Watanabe, Carton Furniture Series, Low Stool, 1965

Riki Watanabe

Riki Watanabe nasceu em 1911. Após formar-se na Escola Politécnica de Tóquio, departamento de trabalho em madeira, em 1936, Watanabe começou a trabalhar para uma manufatura em Gunma, na prefeitura de Tóquio. Em 1949 criou o Estúdio Riki Watanabe de Design e começou a desenvolver mobiliários para Kiyoshi Seike e para o bar Jungfrau, em cooperação com Isamu Kenmochi. Quando a Associação dos Designers Industriais foi formada em 1952, Watanabe foi indicado como diretor administrativo.

Riki Watanabe, Torii Stool, 1967

Seus trabalhos mais famosos são o Torii Stool e a Round Center Table. O Torii Stool foi projetado sob pedido da revista Modern Living. Foi projetado para ser usado como mobiliário de verão, pela escolha dos materiais e da cor clara. A silhueta do banco lembra os portões japoneses "Torii" dos templos Shinto. O banco ganhou a medalha de ouro da Trienal de Milão em 1967.